Denúncias de discriminação religiosa no Disque 100 crescem 19% em 2016

Mais da metade das denúncias registradas foram feitas por seguidores de religiões de matrizes africanas.

Redação do Enem

O respeito às religiões vem ganhando a atenção da sociedade. Em 2016, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep) abordou o assunto na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que teve como tema: "Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”.
Os resultados das provas foram divulgados nesta quarta-feira (18). O Ministério da Educação informou que apenas 77 candidatos tiraram nota máxima na redação e 291.806 pessoas tiveram sua prova anulada ou receberam nota zero. Destas, mais de 46 mil por fugirem ao tema – um dos piores resultados da história do exame.

Resistência

Como forma de protestar contra a intolerância, no próximo dia 21, religiosos, movimentos sociais, coletivos artísticos e culturais, marcharão na Avenida Paulista. O ato acontecerá neste sábado, às 15h, com concentração no vão do MASP, pelo direito à crença e por uma sociedade de respeito ao próximo, à natureza e à diversidade.


"Nós só queremos poder existir. Só queremos praticar e honrar a nossos saberes ancestrais africanos", diz o doutor em Semiótica e Linguística Geral e babalorixá Sidnei Barreto Nogueira. Para ele, o ato dá visibilidade às religiões de matriz africana e contribui para a autoestima de seus seguidores.
"O candomblé é um espaço cultural de resistência, pois somos marginalizados até hoje. É um espaço de acolhimento para os marginalizados. É um espaço de fortalecimento identitário da população negra. O candomblé é minha vida, meu refúgio. É um espaço de resgate e de evolução", diz Nogueira.

As informações são da repórter Nadine Nascimento
Edição de Camila Rodrigues da Silva
UBS inaugurada na gestão passada começa a funcionar só agora em São José de Ribamar

Finalmente os moradores de conjuntos habitacionais e bairros próximos da MA-201, nas imediações do shopping Pátio Norte, terão agora serviços de qualidade, algumas especialidades e exames de ultrassonografia na Unidade Básica de Saúde do Recanto Verde.

O prédio onde deveria funcionar a unidade havia sido inaugurado no governo anterior, mas não passava de uma espécie de elefante branco. No entanto, com apenas 20 dias da nova administração, a Prefeitura de São José de Ribamar já mudou a história e colocou para funcionar o importante aparelho público em benefício da população. A partir desta sexta-feira (20) começaram os atendimentos nas áreas de Enfermagem, Médica, Odontologia, Exames, entre outros serviços.

Unidade Básica de Saúde do Recanto Verde
Finalmente os moradores de conjuntos habitacionais e bairros próximos da MA-201, nas imediações do shopping Pátio Norte, terão agora serviços de qualidade, algumas especialidades e exames de ultrassonografia na Unidade Básica de Saúde do Recanto Verde.
“Encontramos aqui apenas um enfermeiro, um vigilante, um operacional e nada de serviço de saúde”, informou o secretário da pasta, Thiago Fernandes, que, atendendo a uma determinação do prefeito, implantou em tempo recorde todos os serviços pertinentes. “Dentro do termo que o prefeito Luis Fernando vem utilizando, nós reconstruímos. Colocamos o enfermeiro para atender verdadeiramente, o médico durante todos úteis da semana e instalamos os serviços de exames de ultrassonografia”, completou.
Serão disponibilizadas inicialmente 25 vagas pela manhã e 25 vagas pela tarde, nas segundas e terças-feiras, proporcionando maior acesso aos serviços de diagnostico por imagem para a população ribamarense.

Durante visita à unidade, o prefeito Luis Fernando Silva afirmou que, além dos serviços de imagem, a ideia é transformar a UBS do Recanto Verde em referência na descentralização de especialidades. “Temos esses serviços no entorno da sede do município, mas em virtude do tamanho desta unidade e da necessidade desses atendimentos na região, iniciaremos também aqui essas especialidades tais como cardiologia, ginecologia, pediatria, otorrino e até oftalmologia”, garantiu o prefeito.

Prefeito Luis Fernando em visita à unidade
Diretor da unidade, o enfermeiro Edgar Nojosa resumiu o que estava acontecendo com os serviços públicos da área da saúde na gestão anterior: “o prefeito Luis Fernando está tirando a nossa saúde da doença e ofertando à população uma saúde de qualidade”.
Presente também na visita, o presidente da Câmara Municipal de São José de Ribamar, Beto das Vilas, se mostrou abismado com o fato da unidade ter sido inaugurada, mas não funcionar como deveria. “Acompanhei na gestão passada a construção e a inauguração desta obra e achava que iria funcionar com tudo. Mas as coisas não foram da maneira que a população e a Câmara esperavam. Só com a chegada do prefeito Luis Fernando é que as coisas começam a funcionar da maneira que deveria”, declarou o parlamentar. 

Diretor da unidade, o enfermeiro Edgar Nojosa resumiu o que estava acontecendo com os serviços públicos da área da saúde na gestão anterior e, ao mesmo tempo, traçou um paralelo com o que começa a acontecer no novo governo: “o prefeito Luis Fernando está tirando a nossa saúde da doença e ofertando à população uma saúde de qualidade”.

Polícia prende quadrilha que assaltava motoristas

A quadrilha era formada, em sua maioria, por índios da região.

As Polícias Civil e Militar, por intermédio da 15ª Delegacia Regional de Barra do Corda, em parceria com a Polícia Militar do 5º BPM, prenderam uma quadrilha que agia na BR 226, entre Barra do Corda e Grajaú.

 

O grupo é suspeito de diversos assaltos a mão armada a ônibus e caminhões na reserva indígena Cana Brava, agindo na maioria das vezes de forma violenta.

O grupo é suspeito de diversos assaltos a mão armada a ônibus e caminhões na reserva indígena Cana Brava, agindo na maioria das vezes de forma violenta. No último assalto houve confronto dos criminosos com policiais que estavam no interior de um ônibus. Um policial militar foi alvejado e ferido na testa.

Ao todo nove pessoas foram presas.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO JP
EDIÇÃO DE ANB ONLINE 

OPINIÃO: JOSÉ LUIZ OLIVEIRA DE ALMEIDA

O preço da ambição

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Por José Luiz Oliveira de Almeida
Clay Carter, advogado público, aparentemente, não tinha ambição, uma vez que se dedicava, exclusivamente, à defesa de pessoas pobres e marginalizadas, parecendo do tipo acomodado, apesar de ser reconhecidamente brilhante. Clay, inobstante, conforme se verá adiante, assim como muitos, cede à primeira tentação, pois, sem formação moral consolidada, não é capaz de suportar a primeira provocação, ao primeiro aceno.
Apesar de brilhante, Clay era do tipo mal remunerado, malsucedido, visto que só trabalhava em casos ruins, daqueles que ninguém queria. Ele parecia conformado com a vida simples que levava, em que pese ser filho de um grande e bem-sucedido advogado, que por um deslize moral, caíra no ostracismo e já não era mais lembrado por ninguém.

Clay namorava Rebecca, cujos pais não aceitavam a sua condição de malsucedido profissionalmente. Contudo, ele parecia não estar nem aí para o fim do namoro, que se deu por pressão dos ambiciosos pais de Rebecca, os quais, ricos, prepotentes e sem pudores, queriam o “melhor” para a filha.

Influenciada pelos pais, Rebecca deixava claro a Clay que gostava do que era bom, daquilo que só o dinheiro podia proporcionar, razão pela qual, por influência destes, deu por terminado o namoro com Clay, que ficou arrasado com o desfecho, fato que, muito provavelmente, o impulsionou rumo à ambição que terminaria por lhe trazer fortes dores de cabeça.

Confesso que, à proporção que eu conhecia a vida de Clay, ia me identificando com as suas desventuras, com as suas frustrações, supondo, numa primeira impressão, que se tratava de uma pessoa que não se deixaria levar pela ambição, e que, honestamente, venceria e daria uma lição a Rebecca e a seus pais.

Bastou, inobstante, que se abrisse a primeira oportunidade para que ele revelasse seu lado ambicioso e despudorado – como costumam fazer muitos com os quais às vezes convivemos -, e se aliasse ao misterioso Max Pace, para, em nome de uma grande firma de advocacia, patrocinar ações indenizatórias coletivas, com base em artimanhas e falcatruas, a partir das quais ganhou muito dinheiro, sem nenhuma restrição moral, deixando-se levar pelos interesses mais mesquinhos.

Clay Carter, assim como tantos que conhecemos, acabou totalmente absorvido pela ganância e pelo dinheiro fácil, sempre querendo mais, numa sequência de grandes ações coletivas contra grandes empresas que jogaram no mercado fármacos com algum efeito colateral danoso.

As passagens acima mencionadas – sem spoiler, pode constatar, depois, quem vier a ler o romance -, à guisa de ilustração, são do romance O Rei das Fraudes, de John Grisham, obra ficcional que não está distante da realidade, segundo testemunhamos todos os dias, em face da ambição desmedida de alguns, sobretudo os que exercem cargos públicos, os quais, pelas suas ações, se expõem e expõem, sem pudor, a sua própria família à execração pública.

O lamentável é que essas pessoas, sem freios e sem peias morais, equivocadas, com a mente obliterada pela ambição, pensam que, no exercício do poder, tudo podem – e agem como se tudo pudessem mesmo -, até o dia em que são flagradas e desmoralizadas publicamente (vide o exemplo da Operação Lava Jato), levando na onda desmoralizante os seus filhos e seus parentes mais próximos, que, sem apelo e sem culpa, passam a sofrer as consequências, os efeitos de sua ação incontrolada, que termina por espargir sobre todos os membros da família a lama fétida sob a qual resultou mergulhado, por pura ambição.

Fico me indagando, diante dos exemplos que tenho assistido, em face das notícias sobre corrupção em todas as esferas de poder, o que leva um homem público, bem remunerado, vivendo, como poucos, uma vida com muito conforto, com um bom saldo bancário, dando o que há de melhor aos filhos, consumindo o que se destina a poucos, a se corromper, mercadejar decisões e influências, desmoralizando a si e à instituição a que pertence, além de levar de roldão os que o cercam, impiedosamente.

Para os que pensam e agem assim, sem controle, sem amarras, dispostos a tudo pelo vil metal, é sempre prudente lembrar que ambição tem preço, e que quem opta por desviar a conduta, deve estar ciente de que o preço a pagar pelo luxo que ostenta, à vista de todos, despudoradamente, é muito mais alto do se que possa imaginar, em face dos efeitos que dela (da ambição) irradiam.

Ambição todos nós temos. O termo, de grande abertura semântica, permite  várias acomodações. É quase uma ficção viver sem ambicionar alguma coisa. Eu também tenho as minhas, mas não as permito sem controle. Eu gostaria, por exemplo, de ser um filho, um pai e esposo melhor do que sou. Também gostaria de ter a capacidade, que poucos têm, de me conduzir sem deslizes morais, mesmo os irrelevantes, que todos nós, em determinadas circunstâncias da vida, nos permitimos. Isso, todavia, vejo não ser possível, uma vez que esses pequenos deslizes são próprios do homem. Basta olhar em volta de si mesmo e examinar a sua conduta quando está diante da possibilidade de levar vantagem, seja furando uma fila de atendimento ou usando do poder e prestigio que o cargo oferece.

Por ter ciência de que o homem tende ao desvio moral, penso que é preciso que, no exercício de um múnus público, que busquemos, com sofreguidão, controlar os nossos impulsos, conter a nossa vaidade, pois, sem controle, podemos ser levados aos grandes desvios de conduta que podem nos levar, inapelavelmente, à derrocada moral, à desmoralização definitiva.

Aos que integram uma corporação e fazem uso do poder para levar vantagens, fiquem certos de que nada é mais desgastante para uma instituição, em qualquer instância de poder, do que ter entre seus membros pessoas ambiciosas e sem escrúpulos, que estejam a serviço apenas de seus interesses pessoais, pois que, nesse cenário, levam consigo parte da credibilidade da instituição a que pertencem, deixando a malévola e equivocada impressão de que todos têm a mesma tendência, que são todos movidos pelos mesmos interesses.


José Luiz Oliveira de Almeida é desembargador. Membro do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão.

Em junho, ministro Teori confirmou que ele e sua família sofreram ameaças

Na época, ele minimizou o ocorrido: "Nada sério"

O ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, havia admitido em junho de 2016 a existência de ameaças à sua família, conforme mensagem postada por seu filho no Facebook, mas minimizou o fato: “Não tenho recebido nada sério”. Ele não deu maiores detalhes sobre o assunto e fez o comentário após uma palestra que realizou. O ministro morreu na tarde desta quinta-feira (19), num acidente de avião em Paraty.

Seu filho, Francisco Prehn Zavascki, havia publicado no Facebook, em maio: “É obvio que há movimentos dos mais variados tipos para frear a Lava Jato. Penso que é até infantil imaginar que não há, isto é que criminosos do pior tipo, (conforme o MPF afirma), simplesmente resolveram se submeter à lei. Acredito que a lei e as instituições vão vencer, porém, alerto: se algo acontecer com alguém da minha família, você já sabem onde procurar...! Fica o recado!”.
Filho de Teori Zavascki relatou ameaças pelo Facebook, em maio

Teori Zavaski é o ministro relator da Operação Lava Jato no STF. Os investigadores da Operação Lava Jato já estavam trabalhando com a possibilidade de que uma parte considerável do conteúdo das delações da Odebrecht seja revelada ao público na primeira quinzena de fevereiro.

Relatos de 77 delatores ligados à empresa causa apreensão na classe política, já que eles devem ser diretamente atingidos pelas investigações. Os investigadores esperavam que o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, retirasse o sigilo da maioria dos cerca de 900 depoimentos quando as delações forem homologadas. 

AS INFORMAÇÕES SÃO DO JORNAL DO BRASIL
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

NACIONAL: BRASIL TEM 152 CASOS SUSPEITOS DE FEBRE AMARELA E 47...

Brasil tem 152 casos suspeitos de febre amarela e 47 mortes

Especialistas discutem método de prevenção e possível retorno da doença a áreas urbanas.

O número de casos de febre amarela aumentou de forma expressiva no Brasil em relação ao ano passado. O principal local de possíveis ocorrências da doença é a zona rural da região leste de Minas Gerais. Especialistas em saúde demonstram preocupação sobre o eventual retorno da doença às grandes cidades do país.

Neste ano, com dados levantados até terça-feira (17), havia 152 casos suspeitos de febre amarela e 47 mortes registradas. Em termos comparativos, de julho de 2014 a dezembro de 2016, foram registrados 16 casos em todo o país, segundo dados do Ministério da Saúde.
A febre amarela pode levar à morte, apresentando uma taxa de cerca de 50% de letalidade entre aqueles que a contraem.
A febre amarela pode levar à morte, apresentando uma taxa de cerca de 50% de letalidade entre aqueles que a contraem.

Após 15 dias da contaminação, surgem os primeiro sintomas da doença: febre, dor muscular, dor de cabeça, vômito e diarreia. Esse quadro dura cerca de três dias, seguidos de uma breve melhora.
A doença evolui, entretanto, para uma segunda etapa, que dura de sete a 10 dias. Nessa situação, o paciente apresenta insuficiência renal, inflamação hepática, hemorragias, vômito e diarreia com presença de sangue, podendo chegar ao coma e ao óbito.

Não há tratamento específico para a doença. As pessoas contaminadas devem ser levadas a uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para o combate aos sintomas da febre amarela.

Volta

Uma das causas apontadas para o retorno da febre amarela se relaciona com o ciclo da doença em ambientes de floresta. Transmitida nas áreas rurais por mosquitos dos gêneros haemagogus e sabethes, ela contamina não só humanos, mas também outros primatas.
“A febre amarela ressurge de cinco a sete anos. Ela está vinculada ao surgimento de uma nova geração de macacos sensíveis e suscetíveis à doença”, explica Renata Gatti, chefe da divisão da Gerência de Zoonoses de Santa Catarina. O estado não tem casos suspeitos da doença.

Nessa hipótese, o intervalo temporal entre um surto e outro é o tempo levado para que macacos que sobreviveram à doença – tornando-se imunes – procriem gerando animais que podem ser contaminados.

Como são “os primeiros a serem atingidos”, Renata afirma que o monitoramento dessas populações animais é importante no combate à doença: “a morte ou adoecimento de macacos nos alerta para possível presença de circulação viral da febre amarela, evitando a ocorrência de casos humanos”.

Prevenção

Apesar da gravidade da doença, há um método simples e eficiente para a prevenção da doença disponível: a vacina.

“O que há de medida mais eficaz é a vacinação”, aponta Aristóteles Cardona, integrante da Rede Nacional de Médicas e Médicos Populares e professor da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Pessoas que vivem em áreas de recomendação para vacina ou que vão se deslocar devem se vacinar. No último caso, é necessário lembrar que a vacina passa a surtir efeito de imunização após dez dias, sendo recomendável receber a dose 15 dias antes da viagem.

Nesse sentido, Cardona aponta que o aumento no número de casos suspeitos em 2017, mesmo com o ciclo de sete anos da doença, poderia não ter sido tão grave. “Era possível um modo de evitar ou, ao menos, minimizar esse quadro. Se tivesse havido uma campanha efetiva de vacinação, nas regiões com registro de ocorrência anterior, certamente não estaríamos passando por isso e chegado a esse ponto”.

Preocupação

Ainda que não se registre casos de febre amarela em áreas urbanas há mais de 70 anos, há uma preocupação quanto à possibilidade de retorno da doença a essas regiões, nas quais a transmissão ocorreria através do Aedes aegypti, conhecido por ser o vetor da dengue, zika e chikungunya.
“A doença está historicamente restrita a locais de floresta. O que mais preocupa hoje é que, desde a década de 1940, não há registro de transmissão pelo Aedes aegypti, mas sabemos cientificamente que é possível. É imprevisível. Ou a gente faz o máximo possível com a vacinação ou teremos problemas”, indica Cardona.

“Há uma preocupação com a reurbanização da febre amarela, justamente por conta do aumento do número de focos de aedes”, diz Gatti. “A preocupação é que uma pessoa contraia a doença em área de transmissão e volte para um centro urbano”.

Resposta

A reportagem procurou a Secretaria de Saúde de Minas Gerais e o Ministério da Saúde, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.


AS INFORMAÇÕES SÃO DO SAÚDE POPULAR
EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE



POESIA SEMPRE!
Leia na integra o poema Infernais e Auspiciosas da obra inédita Praia Grande- Solstício da Última Tragédia de autoria do poeta e jornalista maranhense Fernando Atallaia 

Da primeira vez ele tocou as tetas e um oráculo de agonia se abriu
Da segunda ele beijou escumas e o chão de São Luís entre as fendas se despiu
Em sangue
Algas claras perfurantes
Havia gemidos sob as cordilheiras
Adormecidas as serpentes, ela cravou dragões
A terra sobre as largas costas dele
Ela o queria como sempre
Mar violento sobre as parcas ondas
Rascunho agonizante nos trovões da consciência

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Haverá o tempo da esperança, mas não no hoje espalhado pelas cotações imperiosas
Quem será maior que o verme corroendo na tarde o casarão inerte, impávido?
Quem?
Medo pavor trágica notícia nos empapelados matutinos
O sonho tal quais as movediças adentrando inéditos infernos
A terra ao irromper  angústias trespassadas trouxe benevolência e miséria
Fome, correria e desespero

Os tentáculos de esperança falharam?
Luas dos românticos refugiadas ao largo da Gonçalves
Ele veio das profundezas do coração das conchas reclamantes     
Longos braços esticados sobre os varais do tremor anunciado


Ela o queria como sempre
Mar violento sobre as parcas ondas
Rascunho agonizante nos trovões da consciência
Ai, gritam os homens entres as pequenas, grandes ruas

Ai, gemem elas nas quitandas solitárias
Um desterro derramado até os anjos da guarda entristecidos
Os homens sãos de óculos quebrados vislumbram cometas desejosos de vingança
Haverá o tempo da esperança, mas não no hoje espalhado pelas cotações imperiosas
Quem será maior que o verme corroendo na tarde o casarão inerte, impávido?
Quem?