SÃO JOSÉ DE RIBAMAR EM FOCO: GUARDA MUNICIPAL GANHA NOVO COMANDANTE



Raimundo Pires é o novo comandante da Guarda Civil Municipal de São José de Ribamar
Quatro novas viaturas reforçarão o trabalho da corporação.
  
O comando da Guarda Civil Municipal (GCM) de São José de Ribamar passa a ser exercido pelo servidor de carreira, Raimundo Pires, a partir do dia 1º de Janeiro de 2017.

Pires foi convocado para a Guarda há 10 anos. Nos últimos anos, ele vinha sendo o presidente da Associação dos Guardas Ribamarenses. 

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Raimundo Pires é o novo comandante da Guarda Civil Municipal de São José de Ribamar
O novo comandante classificou como 'honra' a nomeação pelo prefeito municipal. Ele será , ao lado do  secretário de Segurança Municipal, Coronel Araújo, um dos responsáveis diretos pelas medidas de segurança a serem implementadas na cidade.

''Melhor ainda com o aval do prefeito Luis Fernando, e fazer parte também da sua admiração nos dará uma segurança maior à frente da corporação'', disse Raimundo Pires.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO FOLHA RIBAMAR
REVISÃO E EDIÇÃO DA AGÊNCIA BALUARTE

Denúncia contra professora da UFABC faz lembrar tempos de caça às bruxas nos EUA

Macartismo sai do sarcófago para assombrar a UFABC. Denúncia contra professora universitária, acusada de ter “ideias de esquerda”, traz à lembrança os tempos sombrios da “caça às bruxas” nos Estados Unidos.


Por Igor Fuser


Na contramão de todas as evidências, ainda existe muita gente que, honestamente, considera um exagero denunciar a existência de uma escalada autoritária ou fascista no Brasil do pós-golpe.


A nota aqui reproduzida é apenas um exemplo – um, entre centenas de casos, muitos deles bem mais graves – do ambiente repressivo que, pouco a pouco, sorrateiramente, vai se instalando em todas as esferas da vida brasileira.

macartismo direita ufabc professora

Trata-se da manifestação da corregedoria da Universidade Federal do ABC, com data de 31/10/2016, rejeitando (felizmente!) uma delação anônima contra uma professora do curso de Filosofia, denunciada por ministrar um curso intitulado “Pensamento marxista e seus desdobramentos contemporâneos”.


É inacreditável! Se Karl Marx é considerado, por absoluto consenso entre os estudiosos desse campo do conhecimento, um dos filósofos mais importantes de todos os tempos, como é que alguém pode se formar em Filosofia sem conhecer o marxismo?


A denúncia contra essa docente, acusada de ter ideias de esquerda (como se isso fosse uma “acusação” a ser levada a sério!), traz à lembrança os tempos sombrios da “caça às bruxas” nos Estados Unidos do macartismo – o fascismo à moda gringa, que entrou para a história como símbolo da intolerância, do preconceito e da (pura e simples) burrice.


O macartismo (em inglês, McCarthysm) foi uma patologia política típica da Guerra Fria. Seu auge ocorreu no período de 1950 a 1957. De acordo com a wikipedia, esse “é um termo que se refere à prática de acusar alguém de subversão ou traição sem respeito pelas evidências”. Origina-se da campanha anticomunista promovida pelo senador Joseph McCarthy, do Partido Republicano, quando milhares de cidadãos dos EUA foram acusados, sem mais nem menos, de serem comunistas ou até mesmo espiões a serviço da União Soviética.


Por conta do macartismo, muitas pessoas, conforme relata o Wikipedia, perderam seus empregos ou tiveram suas carreiras destruídas, e muitas foram presas. A maioria das punições foram baseadas em julgamentos que, mais tarde, foram anulados – como certamente serão anuladas, no futuro, todas ou quase todas as sentenças arbitrárias do “juiz” Sérgio Moro na Operação Lava-Jato.


O senador McCarthy e seus capitães-do-mato, assim como o verdadeiro circo que caracterizava as audiências da “caça às bruxas”, se tornaram objeto de um ridículo que se reproduz pelas gerações. Mas o sofrimento das vítimas do macartismo foi concreto, assim como os efeitos nefastos para a prática da democracia.


Não podemos deixar que, seis décadas depois, essa página infeliz da história da humanidade se repita aqui no Brasil.



Igor Fuser é professor de Relações Internacionais da UFABC
Luis Fernando destacou 10 medidas para o início da reconstrução de São José Ribamar
O prefeito eleito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), anunciou hoje (1º), ao tomar posse, um pacote de dez medidas iniciais que objetivam a recolocação da cidade no trilho do desenvolvimento social e econômico.

O prefeito eleito de São José de Ribamar, Luis Fernando Silva (PSDB), anunciou hoje (1º), ao tomar posse, um pacote de dez medidas iniciais que objetivam a recolocação da cidade no trilho do desenvolvimento social e econômico.
Entre as dez medidas, Luis Fernando destacou a imediata “retomada dos serviços de limpeza e iluminação pública e tapa buracos, no primeiro dia da administração, e procedimentos para reinício das obras de escolas e unidades de educação que estão paralisadas, inclusive do Liceu Ribamarense III”. (Confira demais medidas no infográfico em anexo).

“Às oito horas da manhã deste domingo estaremos na Praia de Banho iniciando o mutirão de limpeza e iluminação pública que será estendido para todas as regiões do município e fiscalizando os serviços de recuperação das principais avenidas em diversos bairros das regiões administrativas, serviços estes que contemplam desde revestimento primário a tapa buraco com pavimentação asfáltica”, anunciou.

Ainda na manhã de ontem (31), Luis Fernando, Eudes Sampaio, alguns vereadores, entre eles, Lázaro (PV), Valdo Coelho (PHS) e Negão (PDT) participaram de um culto ecumênico realizado na quadra da escola Patronato.

10 medidas para o início da reconstrução de São José Ribamar
Luis Fernando foi o primeiro prefeito eleito do Maranhão a ser empossado no Estado. Eleito com 96,17% votos, o tucano tomou posse na quadra da escola Patronato, na sede da cidade, em solenidade realizada pela Câmara Municipal.

Na concorrida solenidade iniciada nos primeiros minutos de 2017, tomaram posse ainda o vice-prefeito, Eudes Sampaio (PTB), e os vereadores, também eleitos em outubro. O vereador Beto das Vilas (PV) foi reconduzido para presidência da Câmara.

No seu discurso de posse, Luis Fernando anunciou uma série de medidas visando à reconstrução do município, que sofreu flagrante retrocesso nos últimos seis anos.
Ele fez um breve relato da situação atual, ressaltando a triste realidade das vias públicas ribamarenses, totalmente destruídas, além de outros serviços públicos.

Propaganda do MEC esconde erros e omissões da reforma do ensino médio

Governo Temer usa pesquisa equivocada para mascarar lacunas da mudança imposta por Medida Provisória

Uma nova propaganda do Ministério da Educação, veiculada em canais de rádio e televisão, apresenta a reforma do ensino médio como uma proposta aprovada pelos jovens secundaristas, quando conhecem as mudanças e, ainda, por 72% dos brasileiros, segundo pesquisa do Ibope, encomendada pelo governo.

O levantamento foi feito em resposta às críticas feitas à Medida Provisória 746, que impõe as alterações, como admitiu o próprio MEC, em nota divulgada pela assessoria de imprensa. O Ibope entrevistou 1200 brasileiros em todo o território nacional, entre 30 de outubro e 6 de novembro.
A pergunta feita aos participantes da amostragem foi: "O senhor é a favor ou contra a reformulação do ensino médio que, em linhas gerais, propõe ampliação do número de escolas de ensino médio em tempo integral, permite que o aluno escolha entre o ensino regular e o profissionalizante, define as matérias que são obrigatórias, entre outras ações?".

A formulação desta pergunta esconde uma discussão muito mais complexa e que preocupa especialistas que atuam diretamente na discussão de políticas públicas para o setor, um deles é o professor Cesar Callegari, Diretor da Faculdade Sesi de Educação, e membro do Conselho Nacional de Educação.

"É fantasioso imaginar que todas as escolas de ensino médio serão também escolas de formação profissional", diz educador
A primeira questão levantada pelo sociólogo, que também é Presidente da Comissão de Elaboração da Base Nacional Curricular Comum (BNCC) e Relator da Comissão de Formação de Professores, dentro do Conselho Nacional de Educação, é que pontos considerados até que positivos na reforma, como a flexibilização do currículo, não precisariam de uma Medida Provisória e nem de alguma lei para serem implantadas, pois a legislação vigente já permitiria.

O governo argumenta, entretanto, que a legislação foi feita por MP para induzir as mudanças nos sistemas de ensino estaduais. "A única coisa, talvez, que precisaria de Medida Provisória, para dar base a recursos orçamentários, é a questão do tempo integral. A Medida Provisória poderia ser só isso, como vários governos nos últimos anos já se utilizaram, para dar suporte a programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa", pontua Callegari.

Acompanhe a seguir, como o educador avalia os principais